quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Guitarra Portuguesa


A Guitarra Portuguesa é um instrumento musical de origem incerta. Alguns pretendem que é um cruzamento do cistre renascentista e o alaúde árabe. Outros pretendem que é um cruzamento da bandurra espanhola com o cistre inglês, que era chamado de guitarra inglesa em Portugal.


Gonçalo Paredes e Flávio Rodrigues, entre outros, foram os compositores mais respeitados dentro do estilo tradicional. Posteriormente Artur Paredes surgiu com a sua interpretação pessoal do instrumento beneficiando a sua acústica de diversas formas. Trabalhando com a família de construtores Grácio, de Coimbra, Paredes trouxe o instrumento para a era moderna, onde ele se mantém hoje, como perfeitamente actual.

Carlos Paredes, filho de Artur Paredes, criou novas melodias e tornou a Guitarra Portuguesa num instrumento de concerto, tocando com músicos de jazz, tal como Charlie Haden, entre outros. Simultaneamente, em Coimbra, António Brojo e António Portugal desenvolveram tanto a Guitarra Portuguesa como o Fado de Coimbra, ultrapassando limitações anteriores, quer na composição quer na improvisação. Fez pela composição o que seu pai fez pelo instrumento propriamente dito. Será também de referir o papel fundamental de Pedro Caldeira Cabral na divulgação da Guitarra Portuguesa a vários níveis, nomeadamente na compilação e publicação de "A Guitarra Portuguesa", editado pela Ediclube, e nos arranjos e interpretação de repertório erudito para a Guitarra Portuguesa.

Guitarra Elétrica


 


A guitarra elétrica (português brasileiro) ou eléctrica (português europeu) (no Brasil também chamada apenas de guitarra) é um instrumento musical pertencente à família das guitarras, cujo som é sempre amplificado eletronicamente. É um Instrumento de cordas (ou cordofone), ou seja, o som é produzido manualmente pela vibração das cordas como no violão, porém é transformado em sinal elétrico devido a ação de captadores magnéticos (na maioria dos modelos).

Os sinais elétricos podem ser simplesmente amplificados e emitidos por um alto-falante que converte os sinais elétricos em ondas sonoras, ou pode ser modificado antes de ser novamente convertido em som pelo alto-falante.

Por sua potência sonora e pela possibilidade de alteração eletrônica de diversas características de seu timbre, as guitarras elétricas são utilizadas principalmente no rock, música pop, blues e jazz, podendo ser encontradas ainda em outros gêneros musicais.

Guitarras maciças

São guitarras de construção maciça, não possuem caixa de propagação acústica, seu som natural é pouco intenso. São preferidas por músicos que necessitem adicionar efeitos sonoros (principalmente distorção) e tem seu uso mais realizado para produção de músicas dos estilos e derivados do rock como o heavy metal. Os modelos mais conhecidos entre as guitarras maciças são as Fender Telecaster e Stratocaster, as Gibson Les Paul e SG, bem como as guitarras Ibanez, Jackson, Washburn, muito utilizadas no heavy metal.[carece de fontes]


Guitarras semi-acústicas

São guitarras que possuem caixa de propagação acústica, seu tamanho é relativamente maior que as maciças e seu som natural também é mais intenso. A abertura acústica pode causar influência na captação elétrica dependendo do tipo do captador usado (maior influência com captadores passivos e menor, ou nenhuma com captadores ativos. São guitarras mais usadas sem a adição de efeitos e são preferidas por músicos na produção de músicas jazz e blues tradicional.

Captadores Magnéticos

A maioria das guitarras atuais utiliza captadores desta natureza. O captador de guitarra tem função de transformar as ondas mecânicas produzidas (o som), principalmente produzidas por cordas, em ondas elétricas. Existe uma grande quantidade de tipos e qualidades de captadores no mercado, eles são habitualmente classificados levando em conta suas características técnicas: Quanto à alimentação, dividem-se em captadores ativos e captadores passivos; quanto ao número de bobinas, dividem-se em captadores simples (single-coils), captadores duplos (humbuckings) ou quadruplos (quad-rail); poder ser divididos ainda, quanto ao material magnético, em captadores cerâmicos e captadores de alnico;


Captadores passivos

Não necessitam de alimentação elétrica (fonte de energia elétrica) para funcionarem. Apresentam grande integração com os demais materiais da guitarra. Enorme variedade de timbres e qualidades. Em maioria são de alta impedância e captam interferências diversas com facilidade.

Os captadores são na verdade uma bobina, ou seja, consistem de magnetos enrolados por um fio (coil) criando assim o campo magnético que é perturbado pelas cordas de metal ao vibrarem em frequencias diferentes, tal perturbação no campo magnetico gera o impulso elétrico que mais tarde é convertido em som (onda mecânica).


Captadores ativos

Necessitam de alimentação para funcionarem. Integração reduzida com os materiais da guitarra. Sons uniformes, previsíveis e pequena variedade de timbres. Captam menor interferência por terem menor impedância.


Captadores cerâmicos

São feitos com material mais barato e são mais comuns no mercado.


Captadores de alnico

São feitos com materias mais caros e selecionados, sua qualidade normalmente é superior aos cerâmicos. Os imãs dos núcleos são feitos de uma liga de Alumínio, Niquel e Cobalto. Existem varios tipos de AlNiCo dependendo da percentagem dos componentes em sua mistura. O mais comum em captadores são os AlNiCo II e o V. Magnetos compostos de alnico tendem a soar mais vintage. São também comumente mais caros devido à materia prima.


Captadores simples (single-coils)

São estruturados apenas com uma bobina. São mais sensíveis às interferências que causam ruídos. Em geral, o timbre resultante tende a ser mais limpo, brilhante, estalado e estridente em comparação com os humbuckers. Um exemplo do uso de captadores single é o timbre das guitarras Fender.


Captadores duplos (humbuckings ou humbuckers)

São estruturados com duas bobinas em um só corpo. Normalmente as duas bobinas funcionam em polaridades inversas. Assim cada uma elimina parte do nível de ruído da outra. Essa interação também altera a resposta tonal do captador, o que lhe confere um som diferente daquele produzido por um captador single-coil. Em geral, o timbre resultante tende a ser mais cheio, vigoroso, macio e adocicado em comparação com os single-coils. Um exemplo do uso de captadores duplos é o timbre imortalizado pelas guitarras Gibson Les Paul.

Alguns captadores duplos apresentam a mesma aparência externa tradicional dos captadores simples, pois possuem as duas bobinas empilhadas, a exemplo dos modelos HS-2 e HS-3 da Dimarzio e a série Noiseless da Fender.


Captadores quad-rail

São estruturados com quatro bobinas em um só corpo.

Intensidade

A intensidade do som produzido depende respectivamente da intensidade de vibração das cordas, da proximidade das cordas do captador magnético, da qualidade e tipo de captador magnético, da quantidade de sinal eléctrico perdido nos cabos eléctricos, do nível de amplificação eléctrica e da qualidade e tipo do alto-falante, dentre outros factores.


Temperamento musical

A maioria das guitarras elétricas convencionais possuem o braço dividido em trastes que determinam a relação de altura entre as notas. Ou seja, são instrumentos musicais temperados.

Guitarra


O nome guitarra refere-se a uma série de instrumentos de cordas beliscadas, que possuem geralmente de 4 a 12 cordas tensionadas ao longo do instrumento e possuem um corpo com formato aproximado de um 8 (embora também existam em diversos outros formatos), além de um braço, sobre o qual as cordas passam, permitindo ao executante controlar a altura da nota produzida. Existem versões acústicas, que possuem caixa de ressonância e elétricas, que podem ou não possuir caixa de ressonância, mas utilizam captadores e amplificadores para aumentar a intensidade sonora do instrumento.


As guitarras, bem como a maior parte dos instrumentos de cordas são construídas pelo luthier. O músico que a executa é chamado guitarrista .

As origens são obscuras. Numerosos instrumentos deste tipo foram utilizados na Antiguidade. Com efeito descobriram-se representações em baixo-relevos assírios e hititas que remontam a mais de 1000 anos antes da nossa era. Contudo, a guitarra vai buscar o seu nome a instrumentos sem braço (Kettarah assírio e Kiqaja grego) donde podemos supor que a guitarra derivou das citaras gregas e romanas às quais teria sido acrescentado um braço nos começos da nossa era. Seja como for, desde o sec. XI ou XII existiam dois tipos de «guitarra» ou «guiternes»: a mourisca («guitarra mourisca»), transportada às costas e aparentada com a «mandora» (secs. XIV a XVIII) e com a família dos ALAÚDES assim como com a do BANDOLIM; a latina («guitarra latina») com o fundo chato como a guitarra actual, tem ilhargas ligando o tampo superior ao tampo inferior. A primeira tese é a favor duma origem oriental (uma espécie de alaúde assírio, passando pela Pérsia e Arábia, teria conquistado a Espanha sob a dominação mourisca); a segunda é a favor de uma origem greco-latina. Um e outro tipo de instrumento estão representados nas miniaturas das Cantigas de Santa Maria, atribuídas a Afonso X «0 Sábio» (cerca de 1270). No sec. XIV, Machaut e Eustache Deschamps citam a guiterne sem precisão do tipo, mas parece tratar-se da guitarra «latina», já que da sua irmã mourisca resultou a «mandora». No sec. XVI, apareceu uma riquíssima literatura para a guitarra e sobretudo para a «viola de mão», espécie de grande guitarra, conhecida na Península Ibérica desde o sec. XIII e que, de 1520 a 1580 aproximadamente, eclipsa a guitarra antes de ser suplantada por esta última. Até aos começos do sec. XVIII, toda a música de «viola» ou de guitarra é escrita em «tablatura» (V. ALAÚDE). É o caso dos cinco Livros de Tablatura de Guiterne de A. Le Roy, publicados em 1551 por seu cunhado, o editor Ballard, assim como do Libro de Musica de vihuela de mano intitulado El Maestro de Milan (1536).

Em 1586, apareceu o primeiro tratado de guitarra. Diz respeito a um instrumento de 5 cordas duplas (as guitarras precedentes tinham apenas quatro e a viola seis) que se chamou, por esta época, «guitarra espanhola».

A guitarra clássica, tal como ainda é construída nos nossos dias, está munida de seis cordas simples (sem dúvida desde os últimos anos do sec. XVIII, porque Sor utiliza já a guitarra de seis cordas). As três agudas, são de tripa; as três graves de seda, envolvidas em fio de metal (cordas fiadas); o seu acorde é, do grave ao agudo,

Mi-Lá-Ré-Sol-Si-Mi, dando ao instrumento uma extensão de três oitavas e mais uma quinta (Mi1, a Si4). O braço esta recoberto por. uma régua de madeira dura (ponto) dividida por «trastos» em dezanove «secções» correspondendo aos meios tons temperados. Pode obter-se uma grande diversidade no timbre e na expressão através da forma como se ataca a corda (com a unha ou com a polpa, mais ou menos afastado do cavalete) e segundo a utilização de artifícios, tais como notas ligadas, trilos, vibratos, trémulos, sons HARMÓNICOS (o mesmo principio que para os outros instrumentos de corda), etc. O jogo melódico e contrapontístico da guitarra clássica qualifica-se de «ponteado», por oposição ao jogo «rasgado» (acordes secamente arpejados nos dois sentidos), reservado geralmente a música popular.

O mais ilustre guitarrista de todos os tempos (exceptuando Paganini. que passa por ter tocado este instrumento tão bem como o violino) foi Fernando Sor (1778-1839), autor de admiráveis composições para este instrumento. Foi seguido de D. Aguado y Garcia (apreciado por Bellini, Paganini e Rossini), aluno dum tal Miguei Garcia que recebeu ordens sob o nome de Padre Basilio, M. Giuliani (cujo talento causou admiração a Beethoven), e mais recentemente, F. Tárrega. M. Llobet, A. Segóvia.

As guitarras (nomeadamente. Stradivarius. fez duas), só apresentam um interesse de colecção. A grande manufactura e representada principalmente por A. de Torres (segunda metade do sec. XIX).

Dobro


O dobro ou guitarra de ressoador é uma guitarra metálica, munida de cones metálicos na sua caixa de ressonância.

Seu som único, metálico se assemelha muito ao de uma viola ou de uma craviola. Muito utilizado em bandas de Blues, Folk, Country e Acustic Rock, o dobro vem ganhando destaque no cenário nacional com a interpretação de grandes músicos como Edu Bologna (que tocou com Lobão em seu acústico MTV) e Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii). Além de ser visto por muitos como um instrumento esteticamente belo, o Dobro é tambem reconhecido como o símbolo do rock acústico, pois agrega valores metálicos da guitarra e a pureza do som desplugado.

História

Nos anos 20, os intrumentos de maior destaque na música eram o piano, o banjo e alguns instrumentos de sopro como flauta e clarinete. Instrumentos como a guitarra, quando tocados em uma banda, não tinham destaque nenhum. Então, no final da década de 20, o Luthier John Dopyera, atendendo ao pedido de um violonista, projetou e produziu cujo som tivesse maior destaque que o violão clássico. Assim nascia o dobro (o nome vem de DOpyera eBROthers) que hoje em dia é produzido pela Gibson.

Características

O dobro tem um corpo de metal além de três cones com a função de amplificar o som. Suas cordas são de aço e as caracteristicas do braço, cabeça e escala são similares aos de um violão próprio para cordas de aço.

Craviola


Craviola é um instrumento musical de 12 cordas projetado por Paulinho Nogueira, compositor brasileiro, e construído pela Giannini.

Possui o formato parecido com o do violão e em sua sonoridade tem um toque do instrumento cravo misturado com viola, característica que deu origem ao nome. Atualmente existem relançamentos nas versões em 6 e 12 cordas, nylon e aço, nas linhas Brasil e Lutheria.


Charango


O charango (do Quechua kirkinchu, tatu) é um pequeno instrumento de cordas Sul-americano da família do alaúde, que tem aproximadamente 66 cm de comprimento, tradicionalmente feito com a carapaça das costas de um tatu.

História

Os conquistadores espanhóis trouxeram a vihuela, um ancestral do violão clássico. Existem muitas histórias de como o charango passou a ser construído com sua diminuta caixa de casca de tatu. Uma das histórias diz que os músicos nativos apreciavam o som da vihuela, mas não tinham a tecnologia necessária para dar à madeira seu formato, e passaram, então, a utilizar da armadura do tatu para fabricar seus próprios instrumentos. Outra história diz que os espanhóis proibiram os nativos de praticar sua música ancestral, e o charango seria, então, uma tentativa de fazer um ud que pudesse ser facilmente escondido sob as vestes. A historia da origem do charango foi muito estudada nos últimos anos em simpósios e congressos internacionais e graças a isso, sabemos hoje que este instrumento nasceu em Potosí-Bolívia em 1547 e teve inspiração em outro de nome "vihuela", instrumento de mão que chegou com os conquistadores espanhóis em 1500. Alguns antecedentes que comprovam esta origem encontram-se em portadas feitas de pedra como a Igreja de "São Lorenzo" na cidade de Potosí, ou no templo de "Jesus de Machaca" na mesma cidade onde podem-se apreciar claramente gravuras com este instrumento, além de documentos citando este instrumento.

Construção

Originalmente feito com a carapaça seca das costas de um tatu e madeira para o topo da caixa acústica, braço etc, atualmente feitos de madeira, com a parte traseira da caixa acústica imitando o formato da casca de um tatu. Diferente da maior parte dos uds, o corpo e o braço são tipicamente feitos de um só bloco de madeira, esculpidos no formato. As dez cordas do charango requerem um grande cravelhal, muitas vezes aproximando-se do tamanha de sua própria caixa acústica. Apesar das enormes diferenças, tem o tamanho aproximado de um pequeno ukulele.

O tamanho, na verdade, é o que define o instrumento, que possui variações, mas o charango propriamente dito tem, de maneira geral, 66 cm, com uma escala de aproximadamente 37 cm.

A construção típica é de uma única peça no corpo e braço, cravelhal e cravelhas de guitarra clássica, tampo de abeto e uma certa ornamentação. Tamanho e formato da boca da caixa são altamente variáveis e podem ser de duplas crescentes, buraco redondo, oval ou mesmo múltiplos burados de arranjo variado.

Afinação

O charango tem cinco pares de cordas, tipicamente afinados em GCEAE. Esta afinação, independentemente das oitavas, é similar à típica afinação em C do ukulele ou do cuatro venezuelano, com a adição de um segundo par de Mis. Diferente da maior parte dos intrumentos de cordas, todas as dez cordas são afinadas dentro de uma oitava. Os cinco pares ficam elevados da seguinte forma (do quinto par ao primeiro): gg cc eE aa ee.

Variantes

O ronrroco é um parente próximo do charango, pouco maior (por volta de 75 cm), geralmente afinado uma oitava abaixo. O walaycho (também hualaycho, ou maulincho) é um parente um pouco menor (aproximadamente 50 cm), afinado uma quarta acima (às vezes uma quinta acima). Além disso, existe também um "charangon", que é afinado mais baixo que um charango. Há vários tipos--alguns são afinados um quarta abaixo, outros uma quinta, e outros até mesmo uma oitava. Por exemplo, na Bolívia, um ronrroco é afinado uma oitava abaixo do charango, e o charango entre os dois, enquanto na Argentina, o ronrroco é afinado uma quarta abaixo do charango (o que os bolivianos chamariam de charangon) e então, o ronrroco argentino é afinado uma oitava abaixo do maulincho.

Também há charangos com mais de dez cordas, e há tanto charangos com cordas de nylon quanto com cordas de aço. O charango peruano da região andina do sul do país, desde a zona Quechua de Cañas em Cusco, até a zona Aymara de Puno, tem parte traseira da caixa reta, conhecido como "chillador" ou "guitarrilla" tem 12 cordas de aço.

Cavaquinho


O cavaquinho, braguinha, braga, machete, machetinho ou machete-de-braga é um instrumento cordofone que soa por dedilhado, menor que a viola, de grande popularidade como acompanhador e mesmo solista nas orquestras do povo. O ponto é dividido em 17 trastos; tem quatro cordas de tripa ou de metal, afinadas normalmente em sol-sol-si-ré, lá-lá-dó#-mi, sol-si-ré-mi, ré-sol-si-ré ou, mais raramente, em ré-sol-si-mi (este mais utilizado por pessoas que já tocam violão e não querem ter que aprender outros acordes). O efeito assemelha-se ao do bandolim ou da bandurrilha. É um instrumento fundamental nas tunas académicas em Portugal, normalmente com a afinação mi-lá-si-ré.


O cavaquinho, segundo Gonçalo Sampaio, é procedente de Braga, tendo sido criado pelos Biscainhos. O cavaquinho tem uma afinação própria da cidade de Braga que é ré-lá-si-mi.

Além de Portugal, é usado em Cabo Verde, Moçambique e Brasil.

No Brasil esse instrumento é usado nas congadas paulistas e forma historicamente o conjunto básico, junto com o bandolim, a flauta e o violão, para execução de choros. Waldir Azevedo é o mais conhecido músico de choro que tocava esse instrumento. Considerado, ainda em vida deste, como seu sucessor, o músico paulista Roberto Barbosa, mais conhecido por Canhotinho, é hoje considerado uma das principais referências no instrumento, por ter aprimorado a técnica deixada por Waldir Azevedo. Canhotinho é há cerca de 40 anos o arranjador do renomado conjunto de samba Demônios da Garoa.

As ilhas do Havaí têm um instrumento similar ao cavaquinho chamado ukulele, também com quatro cordas e um formato semelhante ao do cavaquinho, que se julga ser uma alteração do cavaquinho, trazido por emigrantes portugueses em 1879. Actualmente o cavaquinho é instrumento obrigatório nas rodas de samba e afins como nos desfiles das escolas de samba espalhadas pelo mundo fora.